Fonte: Assessoria da Marcha em Alagoas.
terça-feira, 2 de março de 2010
Reunião da Marcha Mundial em Alagoas
Mulheres da Marcha Mundial em Alagoas se reunem para eleger delegação feminina do estado, que vai participar da Ação Internacional.

Fonte: Assessoria da Marcha em Alagoas.
Fonte: Assessoria da Marcha em Alagoas.
Programação da Ação
08/03 (Segunda – Feira) - Campinas: Lançamento da 3ª Ação Internacional da MMM, marcando os 100 anos do Dia Internacional de Luta das Mulheres.
09/03 (Terça – Feira) - Valinhos:
Trabalho doméstico e de cuidados: um debate sobre a sustentabilidade da vida humana, seguida de debate sobre a história da Marcha Mundial das Mulheres e suas lutas.
10/03 (Quarta – Feira) – Vinhedo: Painéis temáticos sobre
Economia Solidária e Feminista;
Saúde da mulher e práticas populares de cuidado;
Sexualidade, autonomia e liberdade;
Educação não sexista e não racista;
Mulheres negras e a luta anti-racista;
Mulheres indígenas;
A mídia contra-hegemônica e a luta feminista;
A mercantilização do corpo e da vida das mulheres;
Prostituição;
Mulheres, arte e cultura.
11/03 (Quinta – Feira) – Louveira: Trabalho das mulheres e autonomia econômica, com a presença de Helena Hirata.
12/03 (Sexta – Feira) – Jundiaí: Soberania Alimentar, justiça ambiental e luta por território.
13/03 (Sábado) – Várzea Paulista: Ato público com lançamento de livro sobre o histórico do 8 de março, debate sobre o histórico do movimento feminista e show cultural.
14/03 (Domingo) - Cajamar:
A luta contra a violência sexista
15/03 (Segunda – Feira) – Jordanésia: Maternidade como decisão e não como destino: debate sobre nossas experiências.
16/03 (Terça – Feira) - Perus: Paz e desmilitarização; debate sobre a luta pela transformação da sociedade com Aleida Guevara, lutadora cubana, filha de Che Guevara.
17/03 (Quarta – Feira) - Osasco: Integração dos povos como alternativa e o papel do Estado.
18/03 (Quinta – Feira) - São Paulo: Encerramento com ato público.
Programação cultural: ao longo dos dias, articuladas às atividades de formação, haverá exibição de filmes, música, poesia, teatro e apresentações culturais dos estados.
09/03 (Terça – Feira) - Valinhos:
Trabalho doméstico e de cuidados: um debate sobre a sustentabilidade da vida humana, seguida de debate sobre a história da Marcha Mundial das Mulheres e suas lutas.
10/03 (Quarta – Feira) – Vinhedo: Painéis temáticos sobre
Economia Solidária e Feminista;
Saúde da mulher e práticas populares de cuidado;
Sexualidade, autonomia e liberdade;
Educação não sexista e não racista;
Mulheres negras e a luta anti-racista;
Mulheres indígenas;
A mídia contra-hegemônica e a luta feminista;
A mercantilização do corpo e da vida das mulheres;
Prostituição;
Mulheres, arte e cultura.
11/03 (Quinta – Feira) – Louveira: Trabalho das mulheres e autonomia econômica, com a presença de Helena Hirata.
12/03 (Sexta – Feira) – Jundiaí: Soberania Alimentar, justiça ambiental e luta por território.
13/03 (Sábado) – Várzea Paulista: Ato público com lançamento de livro sobre o histórico do 8 de março, debate sobre o histórico do movimento feminista e show cultural.
14/03 (Domingo) - Cajamar:
A luta contra a violência sexista
15/03 (Segunda – Feira) – Jordanésia: Maternidade como decisão e não como destino: debate sobre nossas experiências.
16/03 (Terça – Feira) - Perus: Paz e desmilitarização; debate sobre a luta pela transformação da sociedade com Aleida Guevara, lutadora cubana, filha de Che Guevara.
17/03 (Quarta – Feira) - Osasco: Integração dos povos como alternativa e o papel do Estado.
18/03 (Quinta – Feira) - São Paulo: Encerramento com ato público.
Programação cultural: ao longo dos dias, articuladas às atividades de formação, haverá exibição de filmes, música, poesia, teatro e apresentações culturais dos estados.
Plataforma da Ação 2010
Pela autonomia econômica das mulheres
O reconhecimento do trabalho das mulheres e o questionamento da divisão sexual do trabalho estão no centro do debate sobre autonomia econômica feminina. Para isso, é necessário construir novas relações sociais e um novo modelo econômico. O modelo dominante só considera como econômicas as atividades realizadas na esfera mercantil, desconhecendo uma imensa quantidade de trabalho doméstico, de cuidados, e para o auto-consumo, na maioria realizados por mulheres. Além disso, desvaloriza o trabalho assalariado realizado pelas mulheres.
Marchamos por um salário mínimo digno. Denunciamos as diversas formas de exploração da força de trabalho das mulheres, que são submetidas à situações degradantes e à várias formas de assédio. Defendemos a igualdade no acesso ao trabalho e seguridade social universal para homens e mulheres. Lutamos pela reorganização do trabalho doméstico, que deve ser responsabilidade compartilhada com os homens e o Estado, a partir de políticas que implantem serviços públicos como creches, lavanderias e restaurantes coletivos e cuidados para idosos e doentes. A partir da discussão sobre autonomia econômica, seguiremos com nossa crítica à sociedade de mercado, às transnacionais, às privatizações de serviços públicos, à pobreza, em particular das mulheres negras e rurais.
Por um mundo sem violência contra as mulheres
A violência contra as mulheres, realidade presente em todos os países, precisa acabar. Queremos explicitar como e porque ocorre essa violência, cuja raiz está no machismo, transversal à sociedade capitalista, que nos coloca como mercadorias e objetos, seja na indústria da prostituição e pornografia, ou na forma como somos representadas pela publicidade. É preciso dar visibilidade às lutas das mulheres contra a violência sexista, a partir da sensibilização da sociedade e da elaboração de demandas aos Estados, além da realização de campanhas de educação popular que apontem para a conscientização feminista.
Marcharemos pelo fim de toda forma de violência contra as mulheres. Denunciaremos a violência sexista, a prostituição e outras formas de mercantilização do corpo das mulheres, além da exploração que a mídia comercial faz de nossa imagem. Marcharemos pela descriminalização e legalização do aborto, pelo direito da mulher em decidir sobre os rumos de sua vida e sua sexualidade, e pelo fim da violência urbana, que tem no corpo das mulheres uma de suas expressões.
Contra a privatização da natureza e dos serviços públicos
Lutar por Bens comuns e serviços públicos significa afirmar os princípios de soberania alimentar e se posicionar contra as privatizações de serviços públicos e da natureza, além de afirmar a responsabilidade do Estado na garantia de direitos como saúde, educação, acesso à água e saneamento.
É necessário priorizar a agricultura camponesa e familiar, mudar o modelo energético para que outro que garanta a sustentabilidade ecológica, o que só será possível com o fim do financiamento ao agronegócio. A produção industrial e a agrícola devem estar voltadas para o mercado interno e para um modelo sustentável, que diga não às patentes, à privatização da biodiversidade, da água e das sementes, recuperando a função social do uso da terra. A água é um bem público que deve ser utilizado de forma democrática e responsável, por isso somos contrárias à transposição do rio São Francisco. É urgente o fim da exploração depredatória dos recursos naturais, que tem comprometido a sobrevivência das populações e das gerações futuras
Marcharemos pela realização da Reforma Agrária e pela adoção de políticas de soberania alimentar e energética. Exigiremos o fim do desmatamento desenfreado e da poluição, do uso indiscriminado de agrotóxicos, além da moratória do cultivo e comercialização de transgênicos por tempo indeterminado. As mulheres têm papel fundamental no questionamento ao modelo que impõe as prioridades das grandes transnacionais, que ocupam territórios para a expansão do agronegócio, e na proposição e desenvolvimento de alternativas que apontem para a efetivação da soberania alimentar e energética.
Paz e desmilitarização
Queremos evidenciar as conseqüências diretas das guerras e conflitos nas vidas das mulheres, que vão além das enfrentadas pela população masculina dos países que vivem essa realidade. Em contextos de guerra, a apropriação do corpo das mulheres é vista como recurso, forma de controle, intimidação ou troféu. Casos de violência sexista são comuns, praticados tanto pelo exército e por grupos paramilitares, como pela comunidade local, cujos homens passam a rechaçar e culpar mulheres vítimas das agressões. A manipulação ideológica, que está por trás dos conflitos quando propaga, por exemplo, a guerra ao terrorismo, também tem impacto na vida das mulheres, criminalizando as integrantes de movimentos sociais e restringindo seu direito de ir e vir. Além da denúncia do papel dos fabricantes de armas, que tanto lucram com os conflitos e interferem politicamente em seus rumos, este eixo procura demonstrar a responsabilidade dos Estados e da ONU, cujas tropas trazem mais violência às mulheres.
No Brasil, lutamos contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais e contra o processo crescente de militarização da sociedade, que se manifesta por meio de atitudes repressivas e violentas do Estado, como os inúmeros assassinatos cometidos pelas polícias, ou na crença de que as armas são capazes de resolver a questão da segurança pública. Deunciamos como essas ações atingem, sobretudo os negros e negras.
Reivindicamos a retiradas das tropas brasileiras do Haiti e somos contra o financiamento público às grandes empresas brasileiras que atuam nos países latino americanos com base em um modelo de desenvolvimento insustentável, que aprofunda desigualdades. Reafirmaremos nossa convicção em um projeto de integração soberana, solidária e com igualdade para os povos da América Latina e Caribe.
O reconhecimento do trabalho das mulheres e o questionamento da divisão sexual do trabalho estão no centro do debate sobre autonomia econômica feminina. Para isso, é necessário construir novas relações sociais e um novo modelo econômico. O modelo dominante só considera como econômicas as atividades realizadas na esfera mercantil, desconhecendo uma imensa quantidade de trabalho doméstico, de cuidados, e para o auto-consumo, na maioria realizados por mulheres. Além disso, desvaloriza o trabalho assalariado realizado pelas mulheres.
Marchamos por um salário mínimo digno. Denunciamos as diversas formas de exploração da força de trabalho das mulheres, que são submetidas à situações degradantes e à várias formas de assédio. Defendemos a igualdade no acesso ao trabalho e seguridade social universal para homens e mulheres. Lutamos pela reorganização do trabalho doméstico, que deve ser responsabilidade compartilhada com os homens e o Estado, a partir de políticas que implantem serviços públicos como creches, lavanderias e restaurantes coletivos e cuidados para idosos e doentes. A partir da discussão sobre autonomia econômica, seguiremos com nossa crítica à sociedade de mercado, às transnacionais, às privatizações de serviços públicos, à pobreza, em particular das mulheres negras e rurais.
Por um mundo sem violência contra as mulheres
A violência contra as mulheres, realidade presente em todos os países, precisa acabar. Queremos explicitar como e porque ocorre essa violência, cuja raiz está no machismo, transversal à sociedade capitalista, que nos coloca como mercadorias e objetos, seja na indústria da prostituição e pornografia, ou na forma como somos representadas pela publicidade. É preciso dar visibilidade às lutas das mulheres contra a violência sexista, a partir da sensibilização da sociedade e da elaboração de demandas aos Estados, além da realização de campanhas de educação popular que apontem para a conscientização feminista.
Marcharemos pelo fim de toda forma de violência contra as mulheres. Denunciaremos a violência sexista, a prostituição e outras formas de mercantilização do corpo das mulheres, além da exploração que a mídia comercial faz de nossa imagem. Marcharemos pela descriminalização e legalização do aborto, pelo direito da mulher em decidir sobre os rumos de sua vida e sua sexualidade, e pelo fim da violência urbana, que tem no corpo das mulheres uma de suas expressões.
Contra a privatização da natureza e dos serviços públicos
Lutar por Bens comuns e serviços públicos significa afirmar os princípios de soberania alimentar e se posicionar contra as privatizações de serviços públicos e da natureza, além de afirmar a responsabilidade do Estado na garantia de direitos como saúde, educação, acesso à água e saneamento.
É necessário priorizar a agricultura camponesa e familiar, mudar o modelo energético para que outro que garanta a sustentabilidade ecológica, o que só será possível com o fim do financiamento ao agronegócio. A produção industrial e a agrícola devem estar voltadas para o mercado interno e para um modelo sustentável, que diga não às patentes, à privatização da biodiversidade, da água e das sementes, recuperando a função social do uso da terra. A água é um bem público que deve ser utilizado de forma democrática e responsável, por isso somos contrárias à transposição do rio São Francisco. É urgente o fim da exploração depredatória dos recursos naturais, que tem comprometido a sobrevivência das populações e das gerações futuras
Marcharemos pela realização da Reforma Agrária e pela adoção de políticas de soberania alimentar e energética. Exigiremos o fim do desmatamento desenfreado e da poluição, do uso indiscriminado de agrotóxicos, além da moratória do cultivo e comercialização de transgênicos por tempo indeterminado. As mulheres têm papel fundamental no questionamento ao modelo que impõe as prioridades das grandes transnacionais, que ocupam territórios para a expansão do agronegócio, e na proposição e desenvolvimento de alternativas que apontem para a efetivação da soberania alimentar e energética.
Paz e desmilitarização
Queremos evidenciar as conseqüências diretas das guerras e conflitos nas vidas das mulheres, que vão além das enfrentadas pela população masculina dos países que vivem essa realidade. Em contextos de guerra, a apropriação do corpo das mulheres é vista como recurso, forma de controle, intimidação ou troféu. Casos de violência sexista são comuns, praticados tanto pelo exército e por grupos paramilitares, como pela comunidade local, cujos homens passam a rechaçar e culpar mulheres vítimas das agressões. A manipulação ideológica, que está por trás dos conflitos quando propaga, por exemplo, a guerra ao terrorismo, também tem impacto na vida das mulheres, criminalizando as integrantes de movimentos sociais e restringindo seu direito de ir e vir. Além da denúncia do papel dos fabricantes de armas, que tanto lucram com os conflitos e interferem politicamente em seus rumos, este eixo procura demonstrar a responsabilidade dos Estados e da ONU, cujas tropas trazem mais violência às mulheres.
No Brasil, lutamos contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais e contra o processo crescente de militarização da sociedade, que se manifesta por meio de atitudes repressivas e violentas do Estado, como os inúmeros assassinatos cometidos pelas polícias, ou na crença de que as armas são capazes de resolver a questão da segurança pública. Deunciamos como essas ações atingem, sobretudo os negros e negras.
Reivindicamos a retiradas das tropas brasileiras do Haiti e somos contra o financiamento público às grandes empresas brasileiras que atuam nos países latino americanos com base em um modelo de desenvolvimento insustentável, que aprofunda desigualdades. Reafirmaremos nossa convicção em um projeto de integração soberana, solidária e com igualdade para os povos da América Latina e Caribe.
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres
Em 2010, a Marcha Mundial das Mulheres vai organizar sua terceira ação internacional. Ela será concentrada em dois períodos, de 8 a 18 de março e de 7 a 17 de outubro, e contará com mobilizações de diferentes formatos em vários países do mundo. O primeiro período, que marcará o centenário do Dia Internacional das Mulheres, será de marchas. O segundo, de ações simultâneas, com um ponto de encontro em Sud Kivu, na República Democrática do Congo, expressará a solidariedade internacional entre as mulheres, enfatizando seu papel protagonista na solução de conflitos armados e na reconstrução das relações sociais em suas comunidades, em busca da paz.
O tema das mobilizações de 2010 é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e sua plataforma se baseia em quatro campos de atuação sobre os quais a Marcha Mundial das Mulheres tem se debruçado. Os pontos são: Bem comum e Serviços Públicos, Paz e desmilitarização, Autonomia econômica e Violência contra as mulheres. Cada um desses eixos se desdobra em reivindicações que apontam para a construção de outra realidade para as mulheres em nível mundial.
Estão previstas também atividades artísticas e culturais, caravanas, ações em frente a empresas fabricantes de armamentos e edifícios da ONU, manifestações de apoio às ações da MMM em outros países e campanhas de boicote a produtos de transnacionais associadas à exploração das mulheres e à guerra.
No Brasil
A ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil acontecerá entre os dias 8 e 18 de março e será estruturada no formato de uma marcha, que vai percorrer o trajeto entre as cidades de Campinas e São Paulo. Serão 3 mil mulheres, organizadas em delegações de todos os estados em que a MMM está presente, numa grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras.
Serão dez dias de caminhada, em que marcharemos pela manhã e realizaremos atividades de formação durante à tarde. A marcha será o resultado de um grande processo de mobilização dos comitês estaduais da Marcha Mundial das Mulheres, que contribuirá para sua organização e fortalecimento. Pretendemos também estabelecer um processo de diálogo com as mulheres das cidades pelas quais passaremos, promovendo atividades de sensibilização relacionadas à realidade de cada local.
Para participar
A mobilização e organização para a ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil já começou. Os comitês estaduais da MMM estão organizando seminários de formação, mobilização e atividades de arrecadação de recursos com a perspectiva de fortalecer os próprios comitês e as alianças entre a Marcha Mundial das Mulheres e outros movimentos sociais.
Para participar da Ação Internacional de 2010, entre em contato com a Marcha Mundial das Mulheres em seu estado (item contatos) ou procure a Secretaria Nacional, no correio eletrônico marchamulheres@sof.org.br ou telefone (11) 3819-3876.
Fonte: http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7992488933728732374
O tema das mobilizações de 2010 é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e sua plataforma se baseia em quatro campos de atuação sobre os quais a Marcha Mundial das Mulheres tem se debruçado. Os pontos são: Bem comum e Serviços Públicos, Paz e desmilitarização, Autonomia econômica e Violência contra as mulheres. Cada um desses eixos se desdobra em reivindicações que apontam para a construção de outra realidade para as mulheres em nível mundial.
Estão previstas também atividades artísticas e culturais, caravanas, ações em frente a empresas fabricantes de armamentos e edifícios da ONU, manifestações de apoio às ações da MMM em outros países e campanhas de boicote a produtos de transnacionais associadas à exploração das mulheres e à guerra.
No Brasil
A ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil acontecerá entre os dias 8 e 18 de março e será estruturada no formato de uma marcha, que vai percorrer o trajeto entre as cidades de Campinas e São Paulo. Serão 3 mil mulheres, organizadas em delegações de todos os estados em que a MMM está presente, numa grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras.
Serão dez dias de caminhada, em que marcharemos pela manhã e realizaremos atividades de formação durante à tarde. A marcha será o resultado de um grande processo de mobilização dos comitês estaduais da Marcha Mundial das Mulheres, que contribuirá para sua organização e fortalecimento. Pretendemos também estabelecer um processo de diálogo com as mulheres das cidades pelas quais passaremos, promovendo atividades de sensibilização relacionadas à realidade de cada local.
Para participar
A mobilização e organização para a ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil já começou. Os comitês estaduais da MMM estão organizando seminários de formação, mobilização e atividades de arrecadação de recursos com a perspectiva de fortalecer os próprios comitês e as alianças entre a Marcha Mundial das Mulheres e outros movimentos sociais.
Para participar da Ação Internacional de 2010, entre em contato com a Marcha Mundial das Mulheres em seu estado (item contatos) ou procure a Secretaria Nacional, no correio eletrônico marchamulheres@sof.org.br ou telefone (11) 3819-3876.
Fonte: http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7992488933728732374
Página brasileira da ação de 2010 da Marcha Mundial das Mulheres já está no ar
De 8 a 18 de março 3 mil mulheres marcharão de Campinas a São Paulo, como parte da 3ª ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres. As informações sobre a preparação desta ação já estão na página eletrônica: www.sof.org.br/2010
Fonte: MMM
Fonte: MMM
Chamado à ação - mulheres em marcha até que todas sejamos livres!
Em 2010, mais uma vez, nós militantes da Marcha Mundial das Mulheres dos cinco continentes estaremos em marcha. Vamos marchar para demonstrar nossa perseverança e nossa força como mulheres organizadas, com distintas experiências, culturas políticas e origens étnicas. Temos uma identidade e objetivos comuns: o desejo de superar a injusta ordem atual que provoca violência e pobreza, e construir o mundo que queremos baseado na paz, justiça, igualdade, liberdade e solidariedade.
Vamos marchar em solidariedade com aquelas mulheres que não tem liberdade para fazê-lo devido às guerras e aos conflitos armados; devido à divisão sexual do trabalho que mantém as mulheres prisioneiras em suas próprias casas; devido ao sistema capitalista e patriarcal que determina que a esfera pública - ruas, lugares de trabalho, lugares de aprendizado e política, espaço para lazer - está reservada aos homens. E devido à falta de tempo das mulheres, por que temos que fazer malabarismos para dar conta das responsabilidades do cuidado com as pessoas ao nosso redor.
Vamos marchar para reivindicar nossos direitos. Vamos marchar para resistir àqueles que querem tirar os direitos que temos conquistado em nossa luta contra a ofensiva do fundamentalismo religioso e dos setores conservadores da sociedade e do Estado. Estaremos em marcha pelo mundo que queremos, no qual a autonomia, a autodeterminação e a solidariedade são pilares da organização da nossa sociedade.
Vamos marchar em luta contra a mercatilização das nossas vidas, sexualidade e corpos. Não somos objetos para vender ou comprar! Nos negamos a ser tratadas como pedaços de carne pelo tráfico de mulheres, pela indústria pornográfica e publicitária! Não vamos aceitar a violência em nossas casas e locais de trabalho! Estaremos em marcha até que todas as mulheres vivam suas vidas livres de violência e ameaça de violência.
Vamos marchar para denunciar o sistema capitalista sexista, racista e homofóbico que explora o trabalho reprodutivo e produtivo das mulheres e que concentra a riqueza na mão de poucos. Demandamos igualdade salarial entre homens e mulheres pra trabalhos iguais, um salário mínimo justo, a reorganização e distribuição do trabalho doméstico e de cuidados e seguridade social sem nenhum tipo de discriminação. Estaremos em marcha até que todas as mulheres tenham autonomia econômica.
Vamos marchar pelo fim imediato dos conflitos armados e do uso do corpo das mulheres como botim de guerra. Vamos marchar para denunciar os interesses econômicos que se escondem por trás dos conflitos, o controle dos recursos naturais, o controle dos povos e o lucro da indústria armamentista. Estaremos em marcha até que todas as mulheres sejam reconhecidas e valorizadas como protagonistas dos processos de paz, reconstrução e manutenção ativa da paz em seus próprios países.
Vamos marchar contra a privatização dos recursos naturais e dos serviços públicos. Vamos marchar pela soberania alimentar e energética, contra a destruição e controle dos nossos territórios e contra as falsas soluções frente a mudança climática. Estaremos em marcha até que nossos direitos a saúde, a educação, a água potável, ao saneamento, a terra, a moradia e soberania sobre nossas sementes tradicionais sejam garantidos.
Some-se a nossa ação!
Mulheres em movimento mudam o mundo!
A 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres será organizada em dois momentos principais:
- De 8 a 18 de março, com marchas e mobilizações nacionais simultâneas de diferentes tipos, formas, cores e ritmos que também marcarão o centenário da Declaração do Dia Internacional das Mulheres, proposto pelas delegadas à 2ª Conferencia Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague em 1910.
- Marchas e ações simultâneas entre 7 e 17 de outubro, com uma mobilização internacional em Kivu do Sul, na Republica Democrática do Congo, como uma forma de fortalecer o protagonismo das mulheres na resolução dos conflitos armados.
Serão realizadas mobilizações, ações e atividades entre estes dois períodos, em vários países e também em nível regional:
- Américas: 21 – 23 de agosto, na Colômbia
- Ásia e Oceania: 12 – 14 de maio, nas Filipinas
- Europa: 30 de junho, na Turquia
A ação internacional é aberta a todas as mulheres e grupos de mulheres que queiram se unir a nós na luta pela construção do mundo que queremos, baseado nas alternativas das mulheres. Venham marchar conosco!
No Brasil, vamos marchar de 8 a 18 de março, entre Campinas e São Paulo. As informações e contatos nos estados estão disponíveis em www.sof.org.br/acao2010, ou pelo telefone (11) 38193876.
A Marcha Internacional também tem um site, com textos, logos e outros materiais que podem ser usados para preparar a ação assim como notícias dos diversos países participantes: http://www.mmm2010.info/
Fonte: http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=inicio&idNoticia=397
Vamos marchar em solidariedade com aquelas mulheres que não tem liberdade para fazê-lo devido às guerras e aos conflitos armados; devido à divisão sexual do trabalho que mantém as mulheres prisioneiras em suas próprias casas; devido ao sistema capitalista e patriarcal que determina que a esfera pública - ruas, lugares de trabalho, lugares de aprendizado e política, espaço para lazer - está reservada aos homens. E devido à falta de tempo das mulheres, por que temos que fazer malabarismos para dar conta das responsabilidades do cuidado com as pessoas ao nosso redor.
Vamos marchar para reivindicar nossos direitos. Vamos marchar para resistir àqueles que querem tirar os direitos que temos conquistado em nossa luta contra a ofensiva do fundamentalismo religioso e dos setores conservadores da sociedade e do Estado. Estaremos em marcha pelo mundo que queremos, no qual a autonomia, a autodeterminação e a solidariedade são pilares da organização da nossa sociedade.
Vamos marchar em luta contra a mercatilização das nossas vidas, sexualidade e corpos. Não somos objetos para vender ou comprar! Nos negamos a ser tratadas como pedaços de carne pelo tráfico de mulheres, pela indústria pornográfica e publicitária! Não vamos aceitar a violência em nossas casas e locais de trabalho! Estaremos em marcha até que todas as mulheres vivam suas vidas livres de violência e ameaça de violência.
Vamos marchar para denunciar o sistema capitalista sexista, racista e homofóbico que explora o trabalho reprodutivo e produtivo das mulheres e que concentra a riqueza na mão de poucos. Demandamos igualdade salarial entre homens e mulheres pra trabalhos iguais, um salário mínimo justo, a reorganização e distribuição do trabalho doméstico e de cuidados e seguridade social sem nenhum tipo de discriminação. Estaremos em marcha até que todas as mulheres tenham autonomia econômica.
Vamos marchar pelo fim imediato dos conflitos armados e do uso do corpo das mulheres como botim de guerra. Vamos marchar para denunciar os interesses econômicos que se escondem por trás dos conflitos, o controle dos recursos naturais, o controle dos povos e o lucro da indústria armamentista. Estaremos em marcha até que todas as mulheres sejam reconhecidas e valorizadas como protagonistas dos processos de paz, reconstrução e manutenção ativa da paz em seus próprios países.
Vamos marchar contra a privatização dos recursos naturais e dos serviços públicos. Vamos marchar pela soberania alimentar e energética, contra a destruição e controle dos nossos territórios e contra as falsas soluções frente a mudança climática. Estaremos em marcha até que nossos direitos a saúde, a educação, a água potável, ao saneamento, a terra, a moradia e soberania sobre nossas sementes tradicionais sejam garantidos.
Some-se a nossa ação!
Mulheres em movimento mudam o mundo!
A 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres será organizada em dois momentos principais:
- De 8 a 18 de março, com marchas e mobilizações nacionais simultâneas de diferentes tipos, formas, cores e ritmos que também marcarão o centenário da Declaração do Dia Internacional das Mulheres, proposto pelas delegadas à 2ª Conferencia Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague em 1910.
- Marchas e ações simultâneas entre 7 e 17 de outubro, com uma mobilização internacional em Kivu do Sul, na Republica Democrática do Congo, como uma forma de fortalecer o protagonismo das mulheres na resolução dos conflitos armados.
Serão realizadas mobilizações, ações e atividades entre estes dois períodos, em vários países e também em nível regional:
- Américas: 21 – 23 de agosto, na Colômbia
- Ásia e Oceania: 12 – 14 de maio, nas Filipinas
- Europa: 30 de junho, na Turquia
A ação internacional é aberta a todas as mulheres e grupos de mulheres que queiram se unir a nós na luta pela construção do mundo que queremos, baseado nas alternativas das mulheres. Venham marchar conosco!
No Brasil, vamos marchar de 8 a 18 de março, entre Campinas e São Paulo. As informações e contatos nos estados estão disponíveis em www.sof.org.br/acao2010, ou pelo telefone (11) 38193876.
A Marcha Internacional também tem um site, com textos, logos e outros materiais que podem ser usados para preparar a ação assim como notícias dos diversos países participantes: http://www.mmm2010.info/
Fonte: http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=inicio&idNoticia=397
Chamado à solidariedade com as organizações de mulheres do Haiti
Faltando pouco mais de 10 dias para a nossa 3ª Ação Internacional, estamos certas de que nossa marcha de Campinas e São Paulo, do dia 8 ao 18 de março, também servirá para denunciar o processo de militarização da ajuda humanitária e para exigir que a reconstrução do Haiti não esteja a serviço do imperialismo, servindo apenas aos interesses econômicos e políticos dos países ricos. Marchamos pela autodeterminação dos povos e pela autonomia das mulheres.
Além disso, afirmamos que toda ajuda é necessária para a reconstrução do país e nos comprometemos a contribuir para fortalecer política e estruturalmente as organizações de mulheres do Haiti, em especial aquelas que são vinculadas à Marcha Mundial das Mulheres. Por isso, definimos que cada mulher que estará em marcha de 8 a 18 de março deve contribuir com R$ 10,00 (dez reais). O dinheiro será recolhido durante todos os dias da marcha e, em especial no ato do dia 13 de março, em Várzea Paulista. As companheiras que não puderem contribuir com essa quantia, poderão doar o que for possível; aquelas que contribuírem com um valor maior, vão ajudar para que a arrecadação atinja o total estimado. Caberá a cada coordenadora de delegação recolher o dinheiro das militantes de seu estado. Estamos pensando também em ter um espaço para que as mulheres possam expressar gestos e mensagens de solidariedade ao povo haitiano.
Marcharemos por Magalie Marcellin, por Myriam Merlet, por Anne-Marie Coriolan, marcharemos por todas as mulheres haitianas!
Haiti livre e soberano para que todas as mulheres sejam autônomas!
Fonte: http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=inicio&idNoticia=401
Faltando pouco mais de 10 dias para a nossa 3ª Ação Internacional, estamos certas de que nossa marcha de Campinas e São Paulo, do dia 8 ao 18 de março, também servirá para denunciar o processo de militarização da ajuda humanitária e para exigir que a reconstrução do Haiti não esteja a serviço do imperialismo, servindo apenas aos interesses econômicos e políticos dos países ricos. Marchamos pela autodeterminação dos povos e pela autonomia das mulheres.
Além disso, afirmamos que toda ajuda é necessária para a reconstrução do país e nos comprometemos a contribuir para fortalecer política e estruturalmente as organizações de mulheres do Haiti, em especial aquelas que são vinculadas à Marcha Mundial das Mulheres. Por isso, definimos que cada mulher que estará em marcha de 8 a 18 de março deve contribuir com R$ 10,00 (dez reais). O dinheiro será recolhido durante todos os dias da marcha e, em especial no ato do dia 13 de março, em Várzea Paulista. As companheiras que não puderem contribuir com essa quantia, poderão doar o que for possível; aquelas que contribuírem com um valor maior, vão ajudar para que a arrecadação atinja o total estimado. Caberá a cada coordenadora de delegação recolher o dinheiro das militantes de seu estado. Estamos pensando também em ter um espaço para que as mulheres possam expressar gestos e mensagens de solidariedade ao povo haitiano.
Marcharemos por Magalie Marcellin, por Myriam Merlet, por Anne-Marie Coriolan, marcharemos por todas as mulheres haitianas!
Haiti livre e soberano para que todas as mulheres sejam autônomas!
Fonte: http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=inicio&idNoticia=401
Espanha legaliza o aborto inclusive para adolescentes
O Senado da Espanha aprovou ontem em definitivo lei que libera o aborto até a 14ª semana de gestação e permite a adolescentes entre 16 e 18 anos interromper a gravidez mesmo sem o consentimento de seus pais.
A chamada Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez, que já havia sido ratificada pela Câmara dos Deputados em dezembro, teve 132 votos favoráveis, 126 contrários e uma abstenção e entrará em vigor quatro meses depois da sua publicação no diário oficial, o que deve ocorrer na próxima semana.
A aprovação da medida dá sequência à agenda liberal patrocinada pelo governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero, que, contrariando setores conservadores e a Igreja Católica, desde 2004 já aprovou o casamento entre homossexuais e afrouxou regras para divórcio.
Pelo texto impulsionado por governistas, a interrupção da gravidez é livre até a 14ª semana gestação e, até a 22ª, condicionada ao risco à vida ou à saúde da gestante -segundo médico que não realizará a intervenção- ou malformação no feto -certificada por dois médicos.
Após esse período, a interrupção da gravidez só poderá ser realizada diante de anomalia fetal "incompatível com a vida" ou quando o feto sofrer de doença grave e incurável, segundo um painel de médicos.
Adolescentes dos 16 aos 18 anos poderão interromper a gestação após comunicar a intenção a ao menos um dos pais ou responsáveis, mas não precisarão de sua autorização. A exigência, no entanto, deverá ser desconsiderada nos casos em que se julgar que pode resultar em ameaça de violência, perigo ou coerção à grávida.
A nova lei substitui a atual legislação, de 1985, que à época da sua aprovação já fora considerada relativamente liberal em uma sociedade de tradição fortemente católica como a da Espanha, por descriminalizar a interrupção de gravidez em casos de estupro, grave malformação do feto e dano à saúde física e psicológica da gestante.
Segundo dados do governo espanhol, cerca de 116 mil mulheres praticaram o aborto no ano passado no país -de 45 milhões de habitantes-, aumento de 3,27% sobre 2008. Destas, estima-se que mais de 10 mil tivessem até 18 anos de idade.
Repercussão
A aprovação da lei do aborto foi acompanhada nas galerias do plenário por grupos de defesa dos direitos das mulheres, que aplaudiam as intervenções em favor da nova legislação.
Do lado de fora do Parlamento, no entanto, protestos eram ouvidos de grupos antiaborto, que, na semana passada, apresentaram mais de 1 milhão de assinaturas contra a lei.
Acompanhada dos ministros da Igualdade, da Justiça e da Habitação, a senadora socialista Leire Pajín disse que a proposta aprovada era "madura", elaborada após dois anos de "reflexão e pontos de encontro" e "põe fim à dívida pendente" do país com as mulheres.
"As mulheres que não concordarem com a lei não precisam usá-la, mas não podemos impedir as que quiserem", afirmou, segundo o "El País".
Já a porta-voz do opositor Partido Popular no Senado, Carmen Dueñas, acusou o governo de "impor o aborto livre" contra a vontade da sociedade e tentar "acabar com um dos pilares da Espanha: a família".
Fonte: http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=inicio&idNoticia=400
O Senado da Espanha aprovou ontem em definitivo lei que libera o aborto até a 14ª semana de gestação e permite a adolescentes entre 16 e 18 anos interromper a gravidez mesmo sem o consentimento de seus pais.
A chamada Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez, que já havia sido ratificada pela Câmara dos Deputados em dezembro, teve 132 votos favoráveis, 126 contrários e uma abstenção e entrará em vigor quatro meses depois da sua publicação no diário oficial, o que deve ocorrer na próxima semana.
A aprovação da medida dá sequência à agenda liberal patrocinada pelo governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero, que, contrariando setores conservadores e a Igreja Católica, desde 2004 já aprovou o casamento entre homossexuais e afrouxou regras para divórcio.
Pelo texto impulsionado por governistas, a interrupção da gravidez é livre até a 14ª semana gestação e, até a 22ª, condicionada ao risco à vida ou à saúde da gestante -segundo médico que não realizará a intervenção- ou malformação no feto -certificada por dois médicos.
Após esse período, a interrupção da gravidez só poderá ser realizada diante de anomalia fetal "incompatível com a vida" ou quando o feto sofrer de doença grave e incurável, segundo um painel de médicos.
Adolescentes dos 16 aos 18 anos poderão interromper a gestação após comunicar a intenção a ao menos um dos pais ou responsáveis, mas não precisarão de sua autorização. A exigência, no entanto, deverá ser desconsiderada nos casos em que se julgar que pode resultar em ameaça de violência, perigo ou coerção à grávida.
A nova lei substitui a atual legislação, de 1985, que à época da sua aprovação já fora considerada relativamente liberal em uma sociedade de tradição fortemente católica como a da Espanha, por descriminalizar a interrupção de gravidez em casos de estupro, grave malformação do feto e dano à saúde física e psicológica da gestante.
Segundo dados do governo espanhol, cerca de 116 mil mulheres praticaram o aborto no ano passado no país -de 45 milhões de habitantes-, aumento de 3,27% sobre 2008. Destas, estima-se que mais de 10 mil tivessem até 18 anos de idade.
Repercussão
A aprovação da lei do aborto foi acompanhada nas galerias do plenário por grupos de defesa dos direitos das mulheres, que aplaudiam as intervenções em favor da nova legislação.
Do lado de fora do Parlamento, no entanto, protestos eram ouvidos de grupos antiaborto, que, na semana passada, apresentaram mais de 1 milhão de assinaturas contra a lei.
Acompanhada dos ministros da Igualdade, da Justiça e da Habitação, a senadora socialista Leire Pajín disse que a proposta aprovada era "madura", elaborada após dois anos de "reflexão e pontos de encontro" e "põe fim à dívida pendente" do país com as mulheres.
"As mulheres que não concordarem com a lei não precisam usá-la, mas não podemos impedir as que quiserem", afirmou, segundo o "El País".
Já a porta-voz do opositor Partido Popular no Senado, Carmen Dueñas, acusou o governo de "impor o aborto livre" contra a vontade da sociedade e tentar "acabar com um dos pilares da Espanha: a família".
Fonte: http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=inicio&idNoticia=400
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Caminhada na orla de Maceió marca comemorações do Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8), foi comemorado em Alagoas com uma caminhada na orla de Maceió, promovida pela Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, em parceria com Câmara de Vereadores de Maceió, demais secretarias de Estado e municipais, vice-prefeitura, prefeituras, associações, ONGs e sociedade civil.
Milhares de pessoas participaram do evento, que teve início às 10h, no corredor Cultural Vera Arruda, e seguiu pela orla marítima até o Alagoas Iate Clube, onde foi encerrada com o show ‘Mulheres Cantam Bossa Nova’. Para a secretária Wedna Miranda, a caminhada teve como foco o combate à mortalidade infantil, ao sub-registro e ao analfabetismo, além de esclarecer a população sobre a necessidade de acabar com a violência contra a mulher.
Os presentes carregaram cruzes que simbolizaram o número de mulheres que foram assassinadas em Alagoas, nos anos de 2006, 2007 e 2008. “Está muito claro que é um dia de falar em vitórias, de avanços e da grande revolução do século passado, que foi o século das mulheres. Mas queremos falar principalmente da violência contra a mulher, da mortalidade infantil, da mortalidade materna, do sub-registro, do analfabetismo e do desemprego. Hoje é dia de luta, de comemoração, mas a gente tem a clareza que ainda temos muito caminho a percorrer”, completou Wedna.
A caminhada também teve o objetivo de contribuir com a mudança de pensamento das mulheres que sofrem violência e não tem coragem de denunciar. “É um momento de reflexão, acima de tudo, que acaba contribuindo com essa mudança de pensamento ao ver a mobilização de outras mulheres no combate à violência. Com apoio e autonomia, temos feito um trabalho com as mulheres da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento Mulheres Camponesas (MMC) e as da área urbana também. O governador Teotonio Vilela tem deixado claro o compromisso com a política para a mulher”, ressaltou a secretária.
Todos os anos, a dona-de-casa Cleide Santana participa da caminhada no Dia Internacional da Mulher. Ela, que mora no bairro do Clima Bom II, disse que é preciso essa união de forças para que haja mais justiça no combate à violência. “Essa mobilização é muito importante porque mostra que não estamos paradas diante de tanta violência contra nós mulheres. Venho todos os anos dar força nessa luta, porque somos guerreiras, fortes e não desistimos jamais”, salientou a dona-de-casa.
Para a vereadora Heloísa Helena, o 8 de março é sempre um dia de reflexão, onde são analisados os gravíssimos problemas vivenciados no cotidiano, tanto de Alagoas como do Brasil. “É um momento de analisarmos as políticas sociais, públicas e econômicas, esta última que é excludente e acaba jogando milhares de mulheres, crianças e jovens no narcotráfico e na marginalidade. É também momento de comemorarmos as vitórias e refletirmos as dores de muitas mulheres que, infelizmente, vivenciam experiências de humilhação. Mas sempre digo a quem quer, e a quem não quer ouvir que ‘Viva a maravilhosa experiência de ser mulher’”, afirmou.
Reafirmando a luta das mulheres, a secretária de Assistência Social Solange Jurena, enfatizou que as mulheres devem deixar sempre claro que mulher não nasceu para sofrer nem para apanhar. “Precisamos comemorar a conquista de direitos, que não foram poucos no século XX e início do XXI, com a Lei Maria da Penha, mas precisamos refletir sobre os indicadores da violência contra a mulher, que ainda hoje é alarmante”, destacou.
De acordo com a secretária, a cada quatro mulheres brasileiras, uma sofre violência. “Há uma enorme quantidade de casos de pedofilia contra nossas crianças. Não podemos aceitar esses indicadores, então nossa luta continua. Parabéns a todas as mulheres alagoanas”, parabenizou Solange Jurema. Muitos homens se fizeram presente à caminhada. Entre eles, o deputado estadual Judson Cabral, onde afirmou que há de se convir que os homens hoje já percebem que a questão da mulher não se limita a data e comemorações. “É muito mais do que isso. Hoje em Alagoas temos bons exemplos da conquista feminina em áreas da política, social, em cargos públicos e de lideranças”, descreveu o parlamentar.
Judson enfatizou que o Dia da Mulher é todo dia, ocupando seu espaço, com igualdade de salário, e todo respeito que devemos dar ao próximo. Assim como os homens, as mulheres têm capacidade de se organizar, e promover a justiça social. “Parabenizo a Secretaria da Mulher pela iniciativa, junto com outras entidades”, finalizou o deputado. Ainda dentro da programação, na próxima quarta-feira (11), as detentas do Presídio Feminino Santa Luzia receberão um dia de cidadania, com a retirada de documentos.
Promotores de Justiça do Ministério Público, defensores públicos e advogados do Tribunal de Justiça irão, durante todo o dia, revisar os processos das presas. A Secretaria de Estado da Saúde será parceira do projeto, realizando exames preventivos e serão proferidas palestras sobre violência, Lei Maria da Penha, entre outros temas de interesse. A programação do presídio também será encerrada com o show de Bossa Nova.
Como acontecem todos os anos, o governo do Estado vai prestar uma homenagem às mulheres com a entrega da Comenda Nise da Silveira. O evento acontecerá dia 13, às 18 h, no Palácio República dos Palmares.
Fonte: Agenciaalagoas
sábado, 7 de março de 2009
Plenário pode votar projetos de interesse feminino

Na Semana Internacional da Mulher, o Plenário pode votar propostas sobre direitos da mulher, como o Projeto de Lei Complementar 59/99, da ex-deputada Nair Xavier Lobo, que estende à mãe adotiva os direitos da genitora falecida nos meses seguintes ao parto, entre eles o salário maternidade e a estabilidade no emprego.
Além desse, também está pautado o Projeto de Lei 810/95, da deputada Rita Camata (PMDB-ES), que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a embriagados ou a pessoas que sabidamente tenham problemas mentais. A proposta determina ainda aos fabricantes dessas bebidas a colocação de aviso na embalagem destinado a alertar as mulheres grávidas sobre os efeitos nocivos do álcool, especialmente ao feto.
Um terceiro projeto voltado às mulheres é o PL 1626/89, da ex-deputada Benedita da Silva, que regulamenta os direitos trabalhistas da empregada doméstica. Os deputados têm de analisar o substitutivo do Senado que garante, entre outros, o direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Trancamento
Todas essas matérias já contam com pareceres favoráveis das comissões permanentes, mas elas somente poderão ser votadas depois de o Plenário liberar a pauta, trancada por duas medidas provisórias.
A primeira delas é a MP 449/08, sobre a qual ainda não há acordo para a votação do texto do relator, deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF). A medida perdoa as dívidas de contribuintes com a União, de valor igual ou inferior a R$ 10 mil, e faz muitas mudanças na legislação tributária.
O principal ponto de discordância é quanto às regras de parcelamento de dívidas, cujo prazo de pagamento foi aumentado pelo relator de cinco para 20 anos. O governo já anunciou que, se não houver mudanças, vetará o benefício.
Filippelli também concedeu, em seu relatório ainda não lido em plenário, descontos de multas e juros para os parcelamentos em todas as opções de prazo. A redação original não dá descontos para parcelamentos em 60 meses.
Usinas hidrelétricas
A segunda medida provisória que tranca os trabalhos é a MP 450/08. Ela autoriza a União a participar do Fundo de Garantia a Empreendimentos de Energia Elétrica (FGEE). O fundo deve ser administrado por banco federal e servirá para prestar garantias no financiamento da construção de usinas hidrelétricas constantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As usinas de Jirau e de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), devem ser os primeiros empreendimentos beneficiados.
A partir de quinta-feira (12), também a MP 451/08 ganha prioridade sobre as demais matérias. Ela cria duas novas alíquotas na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), concede subvenção econômica a empresas de pesca de Santa Catarina e muda as regras do seguro obrigatório de veículos (DPVAT).
Fonte: Agência Câmara
sexta-feira, 6 de março de 2009
I Seminário Internacional sobre o Centenário de Maria Bonita homenageia o dia da mulher

O I Seminário Internacional sobre o Centenário de Maria Bonita: A rainha do cangaço, està sendo realizado no Campus VIII da UNEB, até o dia 8 de março. O evento, que reserva participação de pesquisadores e ex-cangaceiros, reflete sobre a história de vida da companheira de Lampião e primeira mulher a ingressar no cangaço.
No dia 07 de março, o seminàrio será realizado no SESC LER – BTN, com Mostra Cultural, exibição de filmes, continuação da Exposição e palestra sobre a mulher no Cangaço. No dia 8, sairão da UNEB- Campus VIII e do SESC ônibus que levarão os participantes do Seminário para uma visitação à casa de Maria Bonita, na Malhada da Caiçara.
Na noite de abertura do seminário, alem das palestras dos organizadores do seminário e dos convidados houve a apresentação do grupo da APDT com a peça teatral ‘A NOITE CABREIRA DE ANGICO’.
Mostra Cultural sobre o cangaço
Até o dia 8 de março acontece à mostra de fotografias de Maria Bonita e seu grupo, utensílios e apetrechos usados na época e reportagens sobre o cangaço.
Essa mostra que acontece no auditório da UNEB – CAMPUS VIII, é aberta a toda a comunidade, destinada principalmente à visitação de aluno/as das escolas públicas e privadas, interagindo com objetos da história do cangaço, evidenciando os acontecimentos mais fortes desse episódio da história que inclui o Centenário de Nascimento de Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria de Déa, posteriormente imortalizada como Maria Bonita.
O seminário é uma realização da UNEB e Prefeitura Municipal com apoio do SEBRAE, CHESF, SESC LER, SBEC E 1ª CIA de INFANTARIA.
Fonte: Panoticias
Michelle Obama, o símbolo maior dos EUA no Dia da Mulher

Se há uma figura que simboliza o Dia Internacional da Mulher nos Estados Unidos este ano, ela é Michelle Obama, a primeira-dama negra do país, que entrou na Casa Branca após a eleição de seu esposo, Barack Obama, à presidência.
Muitos americanos, negros e brancos, admiram esta mulher de 45 anos, mãe de duas meninas e grande profissional. Ela pôs fim a sua carreira para apoiar o marido, é jovial, dinâmica, direta e, além de tudo, elegante.
"Ela é uma versão moderna e atualizada de Hillary Clinton quando entrou na Casa Branca", disse a AFP a professora de sociologia Andra Gillespie, da Universidade Emory na Geórgia.
"Eis aqui uma mulher bem sucedida profissionalmente, que venceu na carreira e que tem sucesso na vida familiar", acrescentou. Para os americanos negros, a visibilidade de Michelle Obama é uma mudança enorme.
"O estereótipo das negras é que são autoritárias, castradoras ou sexualmente promíscuas. Ela não é nada disso", explicou a socióloga. "É uma mulher de beleza acessível, considerada feminina, que vem cuidando de uma família há 15 anos e é evidente que seu esposo a ama. Não estamos acostumados a ver mulheres negras nessa posição", acrescentou a professora, destacando a má imagem da família da comunidade negra, onde 70% das crianças nascem fora do casamento.
Michelle Obama, que cresceu em um bairro modesto de Chicago, estudou nas universidades de Princeton e Harvard antes de se tornar advogada e depois foi vice-presidente de um grande hospital. Ela ganhava mais que seu marido quando era senador, no momento em que foi lançada a campanha presidencial.
Desde que entrou na Casa Branca, a primeira-dama goza de uma sólida popularidade, superior à de suas antecessoras, com 49% das opiniões favoráveis (56% entre as mulheres), e somente 5% contra, segundo pesquisa recente do New York Times/CBS.
Hillary Clinton iniciou sua estadia na Casa Branca com 44% de apoio da opinião pública, Laura Bush, com 30% e Nancy Reagan, com 28%. Michelle Obama é a segunda primeira-dama a ser capa da famosa revista Vogue. Além de ter se tornado ícone da moda americana: seu gosto pelos vestidos sem manga, inclusive no inverno, mostrando seus braços musculosos fascina os críticos.
Há quase um mês e meio na Casa Branca, Michelle Obama vem dando sinais de qual será seu papel como primeira-dama. Para começar, agendou visitas tradicionais a escolas e o apoio às famílias dos soldados como prioridade.
"Sensível às responsabilidades das mulheres, uma de suas prioridades será promover o equilíbrio entre o trabalho e a família, ajudar a fomentar a flexibilidade no trabalho para os pais", segundo Gillespie.
"As mulheres precisam de uma voz na Casa Branca mais do que nunca", declarou Michelle Obama durante a campanha eleitoral.
Fonte: AFP Paris
Judiciàrio de Alagoas homenageia mulheres com exposição fotográfica

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) realizará, de 09 a 31 de março, no prédio-sede da Corte Estadual, uma exposição fotográfica em homenagem às alagoanas, retratando algumas ilustres mulheres que marcaram seus nomes na história do Estado. O evento faz parte das comemorações alusivas ao Dia Internacional da Mulher.
De acordo com a desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, primeira mulher a presidir o Judiciário estadual, a ideia da exposição fotográfica é homenagear todas as mulheres alagoanas através de alguns exemplos que se tornaram ícones em algumas áreas, como a magistratura, a cultura popular e o serviço público.
“Pensamos em algumas mulheres e através delas homenagearemos todas as demais. Durante todo o mês de março estaremos realizando vários eventos para comemorar este momento em que se dedica um olhar especial às mulheres em todo o mundo”, explicou a desembargadora-presidente.
Homenageadas
Entre as homenageadas estão as servidoras com mais tempo de serviço no Judiciário, Neuza Santos (terceirizada), Terezinha Farias (1º grau), Maria Goretti Bezerra e Ângela Cabral Cahet (2º grau), a desembargadora Nelma Torres Padilha, a juíza Maria Catarina Ramalho, as ex-diretoras do TJ Celina Bravo e Nielze Brito, a procuradora de Estado aposentada Maria Eloína Brás, a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, Rachel Cabús e a delegada Aureni dos Santos Moreno.
Completam a lista de homenageadas a coordenadora do Fórum de Entidades Autônomas de Mulheres de Alagoas, Terezinha Ramires, a bailarina Eliana Cavalcanti, a artista plástica Marta Arruda, a cantora Leureny Barbosa, a poetisa Lúcia Guiomar, a promotora de justiça Denise Guimarães de Oliveira, a procuradora de justiça aposentada Vera Nolasco e a artista plástica Solange Chalita.
Em memória, serão homenageadas a escritora Rachel de Queiroz, a poetisa Cora Coralina, a médica Nise da Silveira, a deputada Selma Bandeira, a artista Linda Mascarenhas e a primeira deputada estadual de Alagoas, Lilly Lages.
Além das fotos, captadas pelo fotógrafo Caio Loureiro, estarão expostas algumas telas pintadas pelas artistas plásticas Solange Chalita e Maria de Lurdes Casado Ramalho.
Programação
A programação comemorativa também inclui, no dia 19 de março, a exibição do filme “Mulheres do Brasil” seguida de uma palestra com a diretora do longa-metragem, Malu Di Martino. O evento, que acontecerá no auditório da Escola Superior da Magistratura (Esmal), ainda terá um show dançante ao som do Conjunto Som4. Também está programado um encontro com todas as magistradas alagoanas e uma palestra com uma renomada escritora brasileira.
De acordo com a desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, primeira mulher a presidir o Judiciário estadual, a ideia da exposição fotográfica é homenagear todas as mulheres alagoanas através de alguns exemplos que se tornaram ícones em algumas áreas, como a magistratura, a cultura popular e o serviço público.
“Pensamos em algumas mulheres e através delas homenagearemos todas as demais. Durante todo o mês de março estaremos realizando vários eventos para comemorar este momento em que se dedica um olhar especial às mulheres em todo o mundo”, explicou a desembargadora-presidente.
Homenageadas
Entre as homenageadas estão as servidoras com mais tempo de serviço no Judiciário, Neuza Santos (terceirizada), Terezinha Farias (1º grau), Maria Goretti Bezerra e Ângela Cabral Cahet (2º grau), a desembargadora Nelma Torres Padilha, a juíza Maria Catarina Ramalho, as ex-diretoras do TJ Celina Bravo e Nielze Brito, a procuradora de Estado aposentada Maria Eloína Brás, a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, Rachel Cabús e a delegada Aureni dos Santos Moreno.
Completam a lista de homenageadas a coordenadora do Fórum de Entidades Autônomas de Mulheres de Alagoas, Terezinha Ramires, a bailarina Eliana Cavalcanti, a artista plástica Marta Arruda, a cantora Leureny Barbosa, a poetisa Lúcia Guiomar, a promotora de justiça Denise Guimarães de Oliveira, a procuradora de justiça aposentada Vera Nolasco e a artista plástica Solange Chalita.
Em memória, serão homenageadas a escritora Rachel de Queiroz, a poetisa Cora Coralina, a médica Nise da Silveira, a deputada Selma Bandeira, a artista Linda Mascarenhas e a primeira deputada estadual de Alagoas, Lilly Lages.
Além das fotos, captadas pelo fotógrafo Caio Loureiro, estarão expostas algumas telas pintadas pelas artistas plásticas Solange Chalita e Maria de Lurdes Casado Ramalho.
Programação
A programação comemorativa também inclui, no dia 19 de março, a exibição do filme “Mulheres do Brasil” seguida de uma palestra com a diretora do longa-metragem, Malu Di Martino. O evento, que acontecerá no auditório da Escola Superior da Magistratura (Esmal), ainda terá um show dançante ao som do Conjunto Som4. Também está programado um encontro com todas as magistradas alagoanas e uma palestra com uma renomada escritora brasileira.
Fonte: Assessoria TJ
Só 25% do sangue coletado em Alagoas é doado por mulheres

Todas as mulheres que estejam em perfeito estado de saúde, tenham entre 18 e 65 anos de idade e não estejam grávidas ou amamentando podem se candidatar a doação de sangue. mesmo assim, apenas 25% do sangue coletado pelo Hemocentro de Alagoas (Hemoal) é doado por mulheres e, para aumentar este índice, a Hemorrede Pública de Alagoas promove, nesta sexta-feira (06), o Dia D de Conscientização sobre Doação Feminina, que tem como slogan “Mulher: além de gerar vidas, você tem o poder de salvá-las”.
Para isso, uma programação especial foi montada na sede do Hemoal, situada em Maceió, próximo ao Estádio Rei Pelé, no bairro Trapiche, onde será distribuído material educativo, sorteadas cortesias para duas academias, limpeza de pele e massagens, além de pequenos brindes como gesto de agradecimento às doadoras mulheres. A programação desta sexta-feira se estende até às 18 horas, focando a doação feminina como ponto crucial para se alcançar os 4% de doações anuais, que já seriam suficientes, segundo o Ministério da Saúde, para não faltar sangue em nenhum hemocentro brasileiro e, principalmente no alagoano.
“As mulheres ainda têm muitas dúvidas quanto à doação de sangue feminina, pois muitas delas imaginam não poderem se candidatar à doação. Para a grande maioria, o fato de menstruarem impede este gesto solidário, mas, este processo se constitui em um fluxo natural do organismo feminino e, por isso, a doação de sangue não traz males à saúde”, ressalta a diretora da Hemorrede Pública de Alagoas, médica Izaura Alves Pinto, evidenciando que a única alteração em relação à doação masculina é o fato das mulheres terem que respeitar três meses de intervalo entre cada doação, enquanto que os homens ficam impedidos, apenas, por dois.
Fonte: Assessoria Hemorrede
quinta-feira, 5 de março de 2009
08 de Março - Dia Internacional da Mulher
Desde 1922, o Dia Internacional da Mulher é celebrado oficialmente no dia 8 de março, como referencial para as mulheres comemorarem suas lutas, em homenagem a 129 operárias de uma indústria têxtil em Nova Yorque, que foram mortas por reinvidicarem melhores condições de trabalho e salário.
Fonte: http://www.cedim.rj.gov.br/
Desde 1922, o Dia Internacional da Mulher é celebrado oficialmente no dia 8 de março, como referencial para as mulheres comemorarem suas lutas, em homenagem a 129 operárias de uma indústria têxtil em Nova Yorque, que foram mortas por reinvidicarem melhores condições de trabalho e salário.
Fonte: http://www.cedim.rj.gov.br/
Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade
Preâmbulo
Nós, as mulheres, há muito tempo marchamos para denunciar e exigir o fim da opressão que vivemos por sermos mulheres e, para afirmar que a dominação, a exploração, o egoísmo e a busca desenfreada do lucro produzem injustiças, guerras, ocupações, violências e devem acabar.
Das nossas lutas feministas e das lutas de nossas antepassadas de todos os continentes, nasceram novos espaços de liberdade para nós, para nossas filhas e filhos para todas as crianças que, depois de nós, caminharão sobre a terra.
Estamos construindo um mundo no qual a diversidade é uma virtude; tanto a individualidade como a coletividade são fontes de crescimento; onde as relações fluem sem barreiras; onde a palavra, o canto e os sonhos florescem. Esse mundo considera a pessoa humana como uma das riquezas mais preciosas. Um mundo no qual reinam a igualdade, a liberdade, a solidariedade, a justiça e a paz. Este mundo nós somos capazes de criar. Constituímos mais da metade da humanidade. Damos a vida, trabalhamos, amamos, criamos, militamos, nos divertimos. Garantimos atualmente a maior parte das tarefas essenciais para a vida e a continuidade da humanidade. No entanto, nessa sociedade continuamos sendo oprimidas.
A Marcha Mundial das Mulheres, da qual fazemos parte, identifica o patriarcado como sistema de opressão das mulheres e o capitalismo como sistema de exploração de uma imensa maioria de mulheres e homens por parte de uma minoria.
Fonte: MMM
Nós, as mulheres, há muito tempo marchamos para denunciar e exigir o fim da opressão que vivemos por sermos mulheres e, para afirmar que a dominação, a exploração, o egoísmo e a busca desenfreada do lucro produzem injustiças, guerras, ocupações, violências e devem acabar.
Das nossas lutas feministas e das lutas de nossas antepassadas de todos os continentes, nasceram novos espaços de liberdade para nós, para nossas filhas e filhos para todas as crianças que, depois de nós, caminharão sobre a terra.
Estamos construindo um mundo no qual a diversidade é uma virtude; tanto a individualidade como a coletividade são fontes de crescimento; onde as relações fluem sem barreiras; onde a palavra, o canto e os sonhos florescem. Esse mundo considera a pessoa humana como uma das riquezas mais preciosas. Um mundo no qual reinam a igualdade, a liberdade, a solidariedade, a justiça e a paz. Este mundo nós somos capazes de criar. Constituímos mais da metade da humanidade. Damos a vida, trabalhamos, amamos, criamos, militamos, nos divertimos. Garantimos atualmente a maior parte das tarefas essenciais para a vida e a continuidade da humanidade. No entanto, nessa sociedade continuamos sendo oprimidas.
A Marcha Mundial das Mulheres, da qual fazemos parte, identifica o patriarcado como sistema de opressão das mulheres e o capitalismo como sistema de exploração de uma imensa maioria de mulheres e homens por parte de uma minoria.
Fonte: MMM
Reivindicações da MMM
Para Eliminar a Pobreza reivindicamos:
1. Que todos os países adotem leis e estratégias direcionadas para a eliminação da pobreza.
Os países devem implementar políticas, programas, planos de ação e projetos nacionais de luta contra a pobreza, incluindo medidas específicas para eliminar a pobreza entre as mulheres e para garantir a sua autonomia econômica e social através do exercício de seus direitos: - à educação; - ao emprego, com proteção legal para o trabalho no lar e nos setores informais da economia; - à equidade e igualdade salarial ou de rendimentos em nível nacional e internacional; de associação e sindicalização; - à propriedade e controle da água potável; - à moradia decente; - à saúde pública e à segurança social; - à cultura; - à previdência social ao longo da sua vida; - aos recursos naturais e econômicos (crédito, propriedade, formação profissional, tecnologias); - à cidadania plena e total, em especial o reconhecimento de sua identidade civil e o acesso a documentos relevantes de reconhecimento (carteira de identidade); - ao salário social mínimo.
Os países devem garantir, como direito fundamental, a produção e distribuição de alimentos para a segurança alimentar de sua população. Os países devem desenvolver incentivos para promover a divisão das responsabilidades familiares (educação e cuidado das crianças, tarefas domésticas) e prover apoio concreto às famílias, como creches adaptadas ao horário de trabalho dos pais, cozinhas comunitárias, programas para auxiliar as crianças com seus deveres de casa etc.
Os países devem promover o acesso das mulheres aos postos de chefia. Devem estipular recursos para garantir uma participação igualitária das mulheres nas instâncias políticas de tomada de decisões.
Fonte: MMM
História da Marcha Mundial de Mulheres
Em junho de 1995, 850 mulheres marcharam 200 quilômetros contra a pobreza pelo interior do Quebec, no Canadá, chegando a Montreal onde foram recepcionadas por 15 mil pessoas.
“Pão e rosas” elas pediam, simbolicamente. A principal conquista desta manifestação foi o aumento real do salário mínimo, em uma economia de preços estáveis e pressionada pelo mercado comum com os Estados Unidos, mais direitos para as mulheres imigrantes e apoio à economia solidária.
A iniciativa do movimento de mulheres do Quebec inspirou mulheres do mundo todo a se unirem na Marcha Mundial das Mulheres 2000.
Fonte: MMM
Caminhada na orla de Maceió marca comemorações do Dia Internacional da Mulher
Cerca de 5 mil mulheres, representantes de várias entidades, ONGs e gestão pública, participam no próximo domingo, dia 8, da caminhada na orla de Maceió, promovida pela Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos para comemorar o Dia Internacional da Mulher.
A concentração está marcada para 9h, no corredor cultural Vera Arruda, na Jatiúca, com término no clube Alagoinhas, na Ponta Verde. No final, as participantes terão a oportunidade de prestigiar o show Elas Cantam Bossa Nova, com artistas alagoanas.“Devemos trabalhar em conjunto com a população para implantarmos políticas públicas sustentáveis. Precisamos reverter os índices negativos, com a ajuda de todos, vamos conseguir”, afirmou a secretária Wedna Miranda.
A organização da caminhada foi pauta de várias reuniões no Palácio República dos Palmares, entre a secretária Wedna Miranda, a superintendente da pasta, Micheline Toledo, vereadoras por Maceió, representantes do Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), secretarias da Fazenda e da Cultura, prefeitura de Maceió, entre outros.Dando continuidade à programação, na segunda-feira, dia 9, as sete vereadoras por Maceió farão uma visita, às 9h, ao Centro de Apoio às Vítimas de Crimes de Alagoas (CAV Crime), com a finalidade de discutir formas para contribuir com as ações da unidade.No dia 11, as reeducandas do presídio Santa Luzia receberão um dia de cidadania, com a retirada de documentos.
Promotores do Ministério Público Estadual, defensores públicos e advogados do Tribunal de Justiça irão, durante todo o dia, revisar os processos das detentas.Ainda no presídio, uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde vai realizar exames médicos, além de proferir palestras sobre a violência doméstica, dando ênfase à Lei Maria da Penha, que garante os direitos femininos.
Os trabalhos no presídio Santa Luzia serão encerrados com o show Elas Cantam Bossa Nova.Como acontecem todos os anos, o governo do Estado vai prestar uma homenagem às mulheres com a entrega da Comenda Nise da Silveira, no dia 13, às 18h, no Palácio República dos Palmares.
Fonte: Agenciaalagoas
A concentração está marcada para 9h, no corredor cultural Vera Arruda, na Jatiúca, com término no clube Alagoinhas, na Ponta Verde. No final, as participantes terão a oportunidade de prestigiar o show Elas Cantam Bossa Nova, com artistas alagoanas.“Devemos trabalhar em conjunto com a população para implantarmos políticas públicas sustentáveis. Precisamos reverter os índices negativos, com a ajuda de todos, vamos conseguir”, afirmou a secretária Wedna Miranda.
A organização da caminhada foi pauta de várias reuniões no Palácio República dos Palmares, entre a secretária Wedna Miranda, a superintendente da pasta, Micheline Toledo, vereadoras por Maceió, representantes do Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), secretarias da Fazenda e da Cultura, prefeitura de Maceió, entre outros.Dando continuidade à programação, na segunda-feira, dia 9, as sete vereadoras por Maceió farão uma visita, às 9h, ao Centro de Apoio às Vítimas de Crimes de Alagoas (CAV Crime), com a finalidade de discutir formas para contribuir com as ações da unidade.No dia 11, as reeducandas do presídio Santa Luzia receberão um dia de cidadania, com a retirada de documentos.
Promotores do Ministério Público Estadual, defensores públicos e advogados do Tribunal de Justiça irão, durante todo o dia, revisar os processos das detentas.Ainda no presídio, uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde vai realizar exames médicos, além de proferir palestras sobre a violência doméstica, dando ênfase à Lei Maria da Penha, que garante os direitos femininos.
Os trabalhos no presídio Santa Luzia serão encerrados com o show Elas Cantam Bossa Nova.Como acontecem todos os anos, o governo do Estado vai prestar uma homenagem às mulheres com a entrega da Comenda Nise da Silveira, no dia 13, às 18h, no Palácio República dos Palmares.
Fonte: Agenciaalagoas
Assinar:
Postagens (Atom)

